Exposição Lumbra: Um fotógrafo daltônico no Urbano

O espaço Design de Sobrancelha tem o prazer de receber a exposição “Lumbra: Um Fotógrafo Daltônico no Urbano” uma coleção de retratos do mineiro de Curvelo e residente em Belo Horizonte, o publicitário Guilherme Mário traz ao espectador uma reflexão acerca do daltonismo e das possibilidades de retratar o mundo, uma vez que o preto e branco é uma forma de igualar todo e qualquer tipo de visão, daltônico ou não, essa visualização é composta e representada pela cidade de BH.
Daltonismo, também conhecido como discromatopsia ou discromopsia, é uma perturbação da percepção visual caracterizada pela incapacidade de diferenciar todas ou algumas cores, manifestando-se muitas vezes pela dificuldade em distinguir o verde do vermelho. Esta perturbação tem normalmente origem genética, mas pode também resultar de lesão nos olhos, ou de lesão de origem neurológica.

                                                   

Guilherme diz que gostaria de representar a cidade por meio de suas curvas , por isso escolheu a arquitetura, pelo seu formato fluído e estético, além de selecionar através de seu olhar todo o movimento enunciado pelos edifícios e construções espalhadas pela capital mineira.
“Lumbra” é a junção das palavras Luz e Sombra, técnica utilizada em toda construção narrativa do ensaio fotográfico, o contraste é utilizado para evidenciar as estruturas das construções enfocadas pelo fotógrafo. Nas fotos estão cenários que fazem parte do cotidiano dos belo-horizontinos e moradores da região metropolitana, como o Edifício Acaiaca, entre a Avenida Afonso Pena e a Rua Espírito Santo, as chaminés do Itaú Power Shopping e o viaduto Santa Tereza, um dos símbolos da capital mineira. Também é possível ver a Praça da Liberdade, Praça Sete, Avenida Afonso Pena, o estádio Mineirão, entre outros.
O fotógrafo revela que entre tantas fotografias, existem duas especiais e que são as suas favoritas. “Tem uma de um rapaz atravessando a calçada próximo a Avenida Andradas e foi tirada de cima do viaduto Santa Tereza. A outra é denominada labirinto urbano e foi clicada no vão do Edifício Joaquim de Paula. Quando visitei o prédio e vi a estrutura cheia de curvas pensei que daria uma bela imagem. Quis mostrar que qualquer coisa pode virar arte. Todos que observam não conseguem identificar a paisagem de primeira, porque as pessoas não prestam muita atenção”.
Guilherme reforça o convite aos interessados, pois para ele é importante que as pessoas procurem discutir acerca de novos pontos de vista e descobrir cada vez mais sobre aquilo que é diferente, uma vez que alguém com deficiência visual se propõe a desenvolver um trabalho fotográfico, ele também incentiva outras pessoas com dificuldades semelhantes a não se inibirem por conta delas.
A exposição começa no dia 02 de setembro e vai até o dia 28. Venha conferir!